Castanha Urbana: impressões, desabafos e neuroses
Espaço propício para desabafos de uma mente susceptível às vivências urbanas. Cabelos castanhos pendem da cabeça desta mente feminina.
Quarta-feira, Março 07, 2012
retomando o Castanha
Foi a música que me trouxe aqui por uns instantes. Música faz fluir. É movimento. É impressionante isso... Mas confesso que está difícil retomar o Castanha. Fui abrindo-o aos poucos, então escancarei e agora não sei o que vai ser. Ou melhor, se continuará a ser. Entretanto, uma vez que é difícil se manter em outras redes sociais, exigindo esforço, encontrar a máscara que melhor veste, paciência e superação da vontade de sumir... tomo por igual este espaço, em exigências, e vou tentar seguir em frente mais um tempo.
A Simple Twist Of Fate
Tenho um disco que dá um certo medo. Esbarrei por ele hoje. Encarei. Foi por pouco. Mas... chorei. (suspiro) Uma canção em particular: A Simple Twist Of Fate no Dylanesque do Brian Ferry.
{ http://www.youtube.com/watch?v=D8NCSx31gws } Primeiro tentei reparar mais na música. A melodia tem uma pegada que me pega. Por si só. A gaita é sempre um apelo emocional a mim. Diversos apelos. (eu pareço a uma naja encantada!) A letra me é alheia, apenas fragmentos eu percebo. Mas tem o casal, o encontro, o tempo e o estalo do destino. Me leva ao meu encontro, eu uma vez casal e o estalo do destino - que apesar de desmascarado por mim antecipatória e intuitivamente - se fez passar marcante, arrasador, feito um Retorno de Saturno endividado... Levei aquela dispensada que te deixa sem entender. E ela morreu 1 semana depois. A simple twist of fate:
{ http://www.youtube.com/watch?v=D8NCSx31gws } Primeiro tentei reparar mais na música. A melodia tem uma pegada que me pega. Por si só. A gaita é sempre um apelo emocional a mim. Diversos apelos. (eu pareço a uma naja encantada!) A letra me é alheia, apenas fragmentos eu percebo. Mas tem o casal, o encontro, o tempo e o estalo do destino. Me leva ao meu encontro, eu uma vez casal e o estalo do destino - que apesar de desmascarado por mim antecipatória e intuitivamente - se fez passar marcante, arrasador, feito um Retorno de Saturno endividado... Levei aquela dispensada que te deixa sem entender. E ela morreu 1 semana depois. A simple twist of fate:
"He woke up; the room was bare.
He didn't see her anywhere.
He told himself he didn't care ;pushed the window open wide;
Felt an emptiness inside to which he just could not relate
Brought on by a simple twist of fate"
Já fazem alguns anos. É um episódio e tanto. Cuidado. Respeitado. Mas música e perfume são assim, não são? Te levam lá de novo e de novo. Bethânia concorda "Música é Perfume". E até resignificar o cheiro, a lembrança... Bom, seria melhor dizer Transferir? Desassociar?
"People tell me it's a sin
To know and feel too much within.
I still believe she was my twin, but I lost the ring.
She was born in spring, but I was born too late.
Blame it on a simple twist of fate"
Para escrever esse post, dei uma breve escutada no Bob, Bob Dylan, e parei. Se não a inspiração iria embora, né?! rs Quis elaborar antes. Pois bem. A versão do Bob não é a mesma. Não está cercada pelas mesmas referências. De tempo. Da época. Aqui jaz:
Simple Twist Of Fate / Bob Dylan
1) They sat together in the park / As the evening sky grew dark. / She looked at him and he felt a spark / Tingle to his bones. / It was then he felt alone / And wished that he'd gone straight / And watched out for a simple twist of fate.
2) They walked alone by the old canal. / A little confused, I remember well, / And stopped into a strange hotel with a neon burning bright. / He felt the heat of the night hit him like a freight train / Moving with a simple twist of fate.
3) A saxophone someplace far off played / As she was walking on by the arcade / As the light bust through a beat up shade / Where he was waking up. / She dropped a coin into the cup of a blind man at the gate / And forgot about a simple twist of fate.
4) He woke up; the room was bare. / He didn't see her anywhere. / He told himself he didn't care ;pushed the window open wide; / Felt an emptiness inside to which he just could not relate / Brought on by a simple twist of fate.
5 ) He hears the ticking of the clocks / And walks along with a parrot that talks. / Hunts her down by the waterfront docks / Where the sailers all come in. / Maybe she'll pick him out again. How long must he wait / One more time for a simple twist of fate.
6) People tell me it's a sin / To know and feel too much within. / I still believe she was my twin, but I lost the ring. / She was born in spring, but I was born too late. / Blame it on a simple twist of fate.
Quarta-feira, Outubro 12, 2011
lixo do metrô Liberdade
Segunda-feira, Setembro 20, 2010
A (Quase) Pin-Up da Estação Paraíso
Lá estava eu, voltando do Paraíso e eis que me aparece uma criatura com cabelo loiro mal tingido, vestido longo com profundo decote em V, com estampa feinha, mas fundo lilás bonito, que caia sobre sua cintura marcadamente fina em seu tamanho GGG, sapatos mezzo Peep-Toe e mezzo Meia-Pata, colar de pérolas (fake) cor-de-rosa cintilante que dava uma volta no pescoço e estava puxado para trás do ombro e seios gigantescos pendendo num sutiã que trabalhava duro.
Seus seios poderiam ilustrar o The Big Book of Breasts.
Seguindo na viagem, noto algum movimento esquisito vindo dela: um passinho pra cá, um passinho pra lá.
Esquisito... eu estranho e imagino que ela está fazendo algum exercício, como aquelas pessoas que se empolgam numas semanas fazendo exercício até quando estão em frente à TV, sei lá, tinha uma amiga assim que emagreceu pacas e psicou nos exercícios full time.
Mas não, não eram exercícios, ela estava insinuante demais.
Noto que a figura segura na barra metálica (corrimão vertical?) como se estivesse segurando no "queijinho" (barra de Pole Dance) e estava toda cheia de si, num movimento marcado, joelhos semi-flexionados em compasso. Fone de ouvido a postos. Mas não era a música que a impulsionava!
Aí eu sentei num acento que vagou. Ela também. Na janela oposta.
Levemente mais distante, pude ver um pouco mais. Uma tatuagem de dragão enorme no tornozelo, indo atè a panturrilha.
Ela mexia no vestido para libertar o dragão. Ai, será que era por que eu olhava?
Já havia pensado para quem seriam aqueles movimentos pseudo-sensuais.
dragonfly doing poor puppy
E concluíra que era para o mundo, ninguém específico. E devido ao tamanho dos seios, tão grandes e notáveis que imaginei ser sua defesa torná-los objeto de desejo imediato; despertar nos outros um olhar que come, ao invés de um olhar que nota com choque imediato.
Não fosse a falta de naturalidade, ela teria conseguido despertar a imaginação de muitos.
Não estava nela o sex appeal todo que ela parecia imaginar possuir.
Mas um homem, funcionário do metrô, fisgou seu convite. Não disfarçou (aos outros) ao olhar para ela de ladinho (olhar 43?), o que me incomodou, confesso.
Incômodo por ele ser m homem uniformizado, funcionário do metrô que estava lá para atender as necessidades da população usuária do mesmo.
"Onde se ganha o pão não se come a carne".
Bom, talvez o ditado seja radical, acho que o que me pega mesmo é a questão da identificação, o uniforme.
Enfim, me diverti a valer, nem retomei a leitura que precisava finalizar, só para vê-la e ver o entorno.
Casal corretinho do meu lado quase sem ar... Foi só a Pin(way)Up sair que a menina se escondeu no peito do namorado.
Ah, qual é? Caretisse!
Ela desceu um pouco antes de mim - toda periguete.
Quarta-feira, Agosto 25, 2010
Estranhas, Entranhas
Auge da contentação
Esplêndia ao sol
(o que lembrava um pouco um conto do D.H.Lawrence "Sol")
Nas ruas do bairro
Cabelos ao vento morno e suave
Braços nús e abertos
Como há muito não sentia o sol...
Radiante...
Linda.
Só dava ela
E sua cadelinha
Levada em vôo vertiginoso
Às malabaristas das entranhas
De alguém que não si própria
Tormentas que afligem o corpo inteiro
Desfiguram o rosto,
Musculatura sensível de humano.
Dias assim se arrastam...
Mas passam!
O tempo é o gerúndio
Ainda,
Mas está entrando nas esferas do passado.
Corpinho agradece.
Entranhas estão se entendendo melhor,
Conversa dura entre estômago, nervos, bagos e paciência
Esplêndia ao sol
(o que lembrava um pouco um conto do D.H.Lawrence "Sol")
Nas ruas do bairro
Cabelos ao vento morno e suave
Braços nús e abertos
Como há muito não sentia o sol...
Radiante...
Linda.
Só dava ela
E sua cadelinha
Levada em vôo vertiginoso
Às malabaristas das entranhas
De alguém que não si própria
Tormentas que afligem o corpo inteiro
Desfiguram o rosto,
Musculatura sensível de humano.
Dias assim se arrastam...
Mas passam!
O tempo é o gerúndio
Ainda,
Mas está entrando nas esferas do passado.
Corpinho agradece.
Entranhas estão se entendendo melhor,
Conversa dura entre estômago, nervos, bagos e paciência
Sexta-feira, Agosto 20, 2010
tempo
o tempo é tão relativo
pelo menos para mim
encontro desbobramentos,
facetas do tempo.
há o tempo cronológico,
tempo biológico,
tempo emocional
tempo sexual
tempo intelectual
tempo profissional
talvez seja ideal que tudo isso seja um algo só
e evolua livre e seguramente
mas nem sempre ocorre assim
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